Como os estigmas da saúde mental afetam a juventude

“Pensam que não podemos ter problemas por sermos jovens, que estamos sempre alegres e felizes”, desabafa Pedro Henrique, de 16 anos e participante do Promover para Prevenir em Saúde Mental de Adolescentes

O depoimento de Pedro nos faz refletir sobre como a sociedade diz que ser jovem é algo simples, mas a realidade é bem diferente. Pedro Henrique é um jovem de 16 anos, menor aprendiz e morador de Cariacica, no Espírito Santo. Ao participar do Caixa de Ferramentas Jovem, uma das atividades do projeto Promover para Prevenir em Saúde Mental de Adolescentes, Pedro adquiriu ferramentas para apoiá-lo na sua jornada como jovem.

Para ele, o assunto de saúde mental não é devidamente abordado nas escolas, cursos e ambientes familiares. Ele sente essa falta de informações dentro dessas instituições e acredita que, se tivesse uma abordagem focada na saúde mental, metade dos problemas dos jovens estariam resolvidos. Pedro acredita que esses rótulos pejorativos dificultam muito na estratégia dessas abordagens. “Infelizmente, as pessoas deixam esse assunto de lado por conta dos estigmas”, conta o jovem.

Pedro Henrique – Participante do
Caixa de Ferramentas Jovem

Aprender a lidar com as emoções do dia a dia foi uma das maiores experiências de Pedro Henrique. “Nas aulas, aprendi que devemos respirar, manter a calma e pensar para fazer qualquer coisa”. Ele reforçou a importância de perceber a importância dos sentimentos e de como eles são naturais. O jovem pontuou como ele se familiarizou mais com seus próprios sentimentos na elaboração da Caixa de Ferramentas, um instrumento versátil para grupos diversos, visando ampliar o repertório dos jovens para lidar com sentimentos.

Pedro conclui dizendo que irá continuar ajudando seus pares a saberem lidar consigo e com os outros e irá multiplicar as ferramentas que aprendeu nos encontros do Caixa de Ferramentas Jovem por meio de rodas de conversa, publicações nas redes sociais. Para ele o importante é levar esse aprendizado para aqueles que não tiveram oportunidade. “O jovem que não tem acesso a esse curso, pode ter um amigo que participou, pode repassar esse aprendizado para ele”, diz o jovem.