Por Miriam Lamana

Consciência emocional inclui reconhecer e compreender as próprias emoções. Inclui a capacidade de distinguir suas sutilezas, ao mesmo tempo em que compreende as causas e impactos sobre os pensamentos e ações, próprias, e dos outros.

Porque isso é importante?

Entender nossos sentimentos nos dá clareza do que está acontecendo dentro de nós.

Se não estou feliz, fico insegura, irritada…. surgem vários sentimentos desagradáveis. Identificar, acessar e distinguir o que está dentro de mim e o que veio por interferência do ambiente (investir em explorar nossas emoções com uma boa dose de gentileza e curiosidade), nos dá clareza e amplia nossa capacidade de ação.

Todas as nossas atitudes vêm de uma base emocional!

Nossas atitudes dependem do que sentimos, a parte do nosso “cérebro que sente – sistema límbico” é mais rápida do que a parte pensante (racional – pré-frontal). Quando gritamos há um sentimento antes, que pode ser a raiva, quando abraçamos, há antes, o amor.

Tudo que fazemos tem a ver com a nossa realidade emocional.

A nossa vida, em todas as áreas, é a combinação das nossas atitudes e ações. Por exemplo, a minha saúde é a combinação de todas as atitudes em relação ao meu corpo. Claro que tem coisas que acontecem que não dependem de nós, mas o que fazemos com o que acontece, está na nossa decisão. Nossas ações e atitudes podem criar “milagres”.

Assim, o que sentimentos nos traz informações importantes e, conseguir nomeá-los, dialogando com eles, aceitando e compreendendo a sua existência, abrindo espaço consciente para o autocuidado, como estratégia de nos fortalecer, permite que sejamos influência positiva para os que estão à nossa volta.

O sentimento nos leva a ação e isso é automático.

Uma situação, palavra, evento, dispara, automaticamente, “conversas sem palavras”, pois impactam nossas ações e a forma com escutamos e interpretamos o nosso ambiente e construímos as nossas relações. Essa conexão com a nossa realidade emocional é fundamental para mitigar interpretações e decisões equivocadas.

Precisamos criar um lugar para acessar nossos sentimentos de forma saudável, identificando-os para, conscientemente, diminuir o tempo que sentimos coisas desagradáveis e aumentar o tempo dos sentimentos agradáveis, pois quando estamos tristes, inseguros, com medo, fazemos uma coisa e quando nos enchemos de coragem e positividade, fazemos outras coisas.

Os hormônios que liberamos são os filtros que nos levam a enxergar a realidade….. se estamos enxergando com raiva, ansiedade e medo, tomamos decisões sobre uma realidade que não enxergamos de forma objetiva. Agimos com o “olhar embaçado” quando não investimos em cuidar de nós.

Aprender a diferença entre fazer da vida uma luta ou uma dança está em nossas mãos. Pense nisto!

Abaixo, compartilhamos o Ted Talk da neurocientista Lisa Felman Barrett, que diz que ao nascermos, nosso cérebro vem com circuitos programados para alguns sentimentos simples, explica. “São simples resumos do que está acontecendo dentro do nosso corpo”.  O que a gente faz com esses sentimentos é uma construção, portanto – é o cérebro dando palpites ou fazendo previsões.

Assista aqui!

Miriam Lamana, psicóloga com mais de 28 anos de vivência em organizações, com MBA em Gestão e Finanças e especializações em Coaching e desenvolvimento humano.

Na ASEC desde 2012, como monitora na capacitação de professores no desenvolvimento de competências socioemocionais e na coordenação das atividades em São Paulo.